Ana Matos Psicanalista e Filósofa

O caminho que me levou à psicanálise, à filosofia e ao autoconhecimento

O interesse pelo ser humano sempre fez parte da minha vida. Quando olho para a minha trajetória, percebo que ele estava presente muito antes da psicanálise, da filosofia, dos cursos de especialização ou mesmo da minha carreira profissional. Desde a adolescência, enquanto realizava trabalho voluntário no Núcleo Espírita Nosso Lar, eu já me sentia atraída pelas questões que atravessam a existência humana. O sofrimento, os relacionamentos, os conflitos, a busca por sentido e a forma como cada pessoa interpretava sua própria história despertavam em mim uma curiosidade que nunca desapareceu.

Sempre fui uma pessoa que questionou as coisas. Nunca me bastou aceitar explicações prontas ou olhar apenas para aquilo que estava acontecendo na superfície. O que me interessava era compreender o que existia por trás dos comportamentos, das escolhas e das emoções. Por que algumas pessoas permanecem durante anos em situações que as fazem sofrer? Por que repetimos determinados padrões mesmo quando sabemos que eles nos machucam? O que nos leva a agir contra nós mesmos? Essas perguntas me acompanham desde muito cedo e, de certa forma, continuam orientando meu trabalho até hoje.

Ao mesmo tempo em que esse interesse crescia dentro de mim, construí minha trajetória profissional no mundo corporativo. Trabalhei em uma consultoria multinacional francesa com desenvolvimento de carreira e programas de outplacement, acompanhando profissionais em momentos de transição. Mais tarde, atuei durante muitos anos em grandes escolas de negócios, desenvolvendo relacionamentos corporativos e projetos de educação executiva para empresas. Foram experiências extremamente importantes para minha formação, não apenas profissional, mas também humana. Conviver com pessoas em diferentes momentos de suas vidas, escutar suas histórias, seus desafios, suas inseguranças e seus sonhos ampliou ainda mais meu olhar sobre a complexidade do ser humano.

Mas existe algo que considero importante dizer. A psicanálise nunca surgiu como uma alternativa ao mundo corporativo e nem como uma mudança repentina de direção. Enquanto construía minha carreira profissional, eu também construía, de forma consciente, a trajetória que desejava seguir no futuro. O desejo de trabalhar ajudando pessoas a se conhecerem sempre esteve presente. Eu sabia que esse era um caminho que exigiria estudo, formação, experiência e investimento. Por isso, durante muitos anos, as duas construções aconteceram paralelamente.

Talvez por isso eu não veja minha história como a de alguém que abandonou uma carreira para começar outra. Vejo uma continuidade. Vejo diferentes experiências contribuindo para uma mesma busca. O interesse pelas pessoas que existia na adolescência continuou presente no trabalho com desenvolvimento de carreira, se aprofundou no contato com líderes e profissionais das mais diversas áreas e encontrou na psicanálise, na filosofia e no autoconhecimento um espaço ainda mais amplo para florescer.

Ao longo dessa trajetória, fui percebendo que muitas das dores que carregamos não surgem apenas das circunstâncias externas. Frequentemente elas estão relacionadas à forma como nos percebemos, às histórias que contamos para nós mesmos, às crenças que construímos ao longo da vida e aos padrões que repetimos sem perceber. Foi essa compreensão que fortaleceu em mim a convicção de que o autoconhecimento não é um luxo, nem um exercício de introspecção sem utilidade prática. Ele é uma ferramenta fundamental para quem deseja viver de maneira mais consciente, construir relações mais saudáveis e fazer escolhas mais alinhadas com aquilo que realmente valoriza.

Hoje, quando penso no que faço, percebo que meu trabalho nasce justamente do encontro entre essas diferentes influências. A psicanálise me ajuda a compreender aquilo que muitas vezes permanece inconsciente. A filosofia amplia minha reflexão sobre a condição humana e sobre as perguntas fundamentais da existência. E o autoconhecimento oferece a possibilidade de transformar compreensão em consciência.

No fundo, acredito que grande parte do sofrimento humano está relacionada ao afastamento de si mesmo. Passamos anos tentando corresponder às expectativas dos outros, desempenhando papéis, buscando reconhecimento e atendendo demandas externas. Em algum momento, muitas pessoas percebem que já não sabem ao certo quem são ou o que realmente desejam. É nesse ponto que a jornada do autoconhecimento se torna tão importante.

Talvez a vida não seja sobre encontrar todas as respostas. Talvez seja sobre desenvolver consciência suficiente para fazer perguntas melhores. Perguntas que nos aproximem de quem somos, do que valorizamos e da forma como desejamos viver. Porque, no fim das contas, acredito que a jornada mais importante que podemos realizar é aquela que nos conduz de volta para nós mesmos.

Meu carinho, meu afeto. Ana Matos

Representação simbólica do amor vivido através da presença, do encontro e das atitudes no relacionamento humano.

O Amor Entre o Dito e o Vivido

O amor vivido nem sempre se expressa nas grandes declarações. Muitas vezes, ele aparece nos pequenos gestos do cotidiano. Dizer “eu te amo” é um gesto potente. Pode tocar, aquecer, aliviar. As palavras têm força. Elas organizam experiências, constroem significados e oferecem contornos para aquilo que sentimos. Há momentos em que uma única frase é capaz de confortar uma dor antiga ou devolver a alguém o sentimento de existir e ser visto.

Mas existe um risco quando as palavras deixam de encontrar correspondência na realidade. Quando o amor permanece apenas no discurso, ele pode transformar-se em promessa vazia. Não porque as palavras não importem, mas porque, nos relacionamentos, elas precisam encontrar expressão na vida cotidiana.

O amor não habita apenas o campo da emoção. Ele se manifesta na forma como olhamos, escutamos, acolhemos, respeitamos e permanecemos presentes. Amar não é apenas sentir. É também agir.

O amor como encontro

O filósofo Martin Buber, em sua obra Eu e Tu, propõe uma reflexão profunda sobre os relacionamentos humanos. Para ele, existem duas formas fundamentais de nos relacionarmos com o mundo: a relação Eu-Isso e a relação Eu-Tu. Na relação Eu-Isso, o outro é percebido como objeto, função ou instrumento. Na relação Eu-Tu, o outro é encontrado em sua singularidade, como sujeito pleno de existência.

Essa distinção ajuda a compreender algo essencial sobre o amor. Amar não é apenas desejar o outro, precisar dele ou projetar expectativas sobre ele. Amar é reconhecê-lo em sua humanidade. É permitir que exista como alguém diferente de nós, com seus próprios desejos, limites, medos e caminhos. Não existe amor sem encontro verdadeiro. E não existe encontro verdadeiro sem presença.

O amor observado na vida cotidiana

Ao longo de mais de quarenta anos de pesquisa com casais, o psicólogo John Gottman identificou alguns dos elementos que mais contribuem para a construção e manutenção de relacionamentos duradouros.

Uma das descobertas mais importantes de seu trabalho é que os vínculos raramente se fortalecem ou se rompem por causa de acontecimentos grandiosos. O que realmente produz proximidade ou afastamento são os pequenos gestos repetidos diariamente.

Em Os Sete Princípios para o Casamento Dar Certo, Gottman mostra que casais satisfeitos cultivam uma cultura de interesse genuíno pela vida um do outro. Eles demonstram curiosidade, fazem perguntas, oferecem apoio emocional e validam experiências.

Para explicar essa dinâmica, Gottman utiliza o conceito de “Mapa do Amor”. Trata-se do conhecimento profundo do universo interno do parceiro: seus sonhos, preocupações, alegrias, medos, valores e projetos. Quando deixamos de conhecer quem está ao nosso lado, a intimidade começa a se deteriorar. O amor não desaparece de uma vez. Ele se afasta lentamente, à medida que a presença é substituída pela distração, pela rotina automática e pela falta de interesse.

Em Oito Conversas Essenciais para um Relacionamento de Amor e Confiança, John Gottman e Julie Schwartz Gottman aprofundam essa compreensão ao mostrar que a intimidade emocional é construída por meio de conversas significativas. Conversas sobre sonhos, vulnerabilidades, histórias familiares, expectativas e medos.

O amor precisa de diálogo para continuar vivo.

Amar é uma prática

Erich Fromm, em A Arte de Amar, propõe uma mudança radical de perspectiva. Em vez de perguntar como encontrar o amor, ele nos convida a perguntar como desenvolver a capacidade de amar. Segundo Fromm, o amor maduro se sustenta em quatro elementos fundamentais: cuidado, responsabilidade, respeito e conhecimento.

O cuidado diz respeito ao interesse genuíno pelo bem-estar do outro. A responsabilidade não significa controle ou obrigação, mas a capacidade de responder às necessidades humanas da pessoa amada. O respeito implica reconhecer a individualidade do outro, sem tentar moldá-lo aos nossos desejos. E o conhecimento exige disposição para enxergar quem o outro realmente é, para além das fantasias que criamos sobre ele.

Para Fromm, amar não é um acontecimento passivo. É uma atitude. Uma prática. Uma escolha continuamente renovada. Essa compreensão nos ajuda a perceber algo desconfortável, porém necessário: sentir amor e agir amorosamente não são exatamente a mesma coisa.

Uma pessoa pode experimentar sentimentos profundos e, ainda assim, negligenciar, ignorar ou ausentar-se. Pode repetir inúmeras declarações de amor e não perceber que quem está ao seu lado está cansado, sobrecarregado ou sofrendo. É por isso que o amor precisa ultrapassar a linguagem.

Amor vivido

As palavras possuem valor. Elas aproximam, confortam e fortalecem vínculos. Mas sua força depende da coerência com aquilo que fazemos. Quando palavras e atitudes caminham em direções opostas, surgem a dúvida, a insegurança e o ressentimento. Aos poucos, instala-se a sensação de que existe uma distância entre aquilo que é prometido e aquilo que é vivido.

Não se trata de exigir perfeição. Nenhuma relação é perfeita. Todos falhamos, esquecemos, nos distraímos ou reagimos mal em determinados momentos. A questão não é a ausência de falhas. A questão é a presença consistente do cuidado.

No fim das contas, não são apenas as declarações que sustentam uma relação. São os gestos repetidos nos dias comuns. A escuta oferecida quando alguém precisa falar. A presença mantida quando seria mais fácil se afastar. O interesse demonstrado quando a rotina convida à indiferença.

Palavras são importantes, mas o amor encontra sua forma mais verdadeira quando aquilo que dizemos e aquilo que fazemos passam a falar a mesma língua.

 

Referências bibliográficas

BUBER, Martin. Eu e Tu. São Paulo: Centauro.

FROMM, Erich. A Arte de Amar. Belo Horizonte: Itatiaia.

GOTTMAN, John M.; SILVER, Nan. Os Sete Princípios para o Casamento Dar Certo. Rio de Janeiro: Objetiva.

GOTTMAN, John M.; GOTTMAN, Julie Schwartz. Oito Conversas Essenciais para um Relacionamento de Amor e Confiança. Rio de Janeiro: Sextante.

Representação simbólica da autocondenação e do peso emocional da culpa excessiva.

“E se…” a autocondenação perpétua

A autocondenação costuma surgir de uma pergunta, aparentemente, simples: “E se eu tivesse dito o que eu sentia? E se eu tivesse ido? E se eu tivesse ficado? E se eu tivesse me escolhido?” Quantas vezes essa pergunta sussurra no meio do silêncio, quando ninguém mais está olhando? É uma pergunta que não busca respostas, ela busca punição.

A autocondenação e a busca impossível por outra realidade

No campo da psicologia cognitiva, esse pensamento é identificado como pensamento contrafactual: um tipo de raciocínio baseado em possibilidades alternativas ao que realmente aconteceu. Ele aparece, sobretudo, quando estamos diante de frustrações, arrependimentos ou ruminações.

Segundo Aaron T. Beck, pai da Terapia Cognitiva, esse tipo de pensamento está enraizado em crenças nucleares limitantes – ideias distorcidas e inconscientes que temos sobre nós mesmos, os outros e o mundo.

Frases como “Eu deveria saber o que fazer”, “Não posso errar”, “Se eu tivesse agido diferente, tudo seria melhor”, traduzem um desejo de controle irreal sobre o passado, que alimenta o autojulgamento e paralisa o presente.

No livro “As Dez Bobagens que as Pessoas Inteligentes Cometem”, o psicólogo Arthur Freeman, em coautoria com Rose DeWolf, apresenta o “e se…” como uma das armadilhas mentais mais comuns e destrutivas.

Essa expressão carrega uma carga emocional regressiva — ela não busca solução, mas ruminação. Em vez de gerar ação, ela reforça a passividade. É a tentativa de reescrever a história por um viés idealizado, onde tudo teria sido melhor caso…Mas não foi. E nunca saberemos se teria sido.

O “e se…”como armadilha mental

Freeman argumenta que o “e se…” não é apenas uma dúvida, mas uma forma de evitar o confronto com a realidade. Ao viver no “e se”, a pessoa se protege de lidar com a frustração de sua escolha, mesmo que ela tenha sido a única possível naquele momento com os recursos emocionais e cognitivos que possuía.

Esse tipo de pensamento gera culpa e imobilismo – e nos afasta de uma postura mais madura, baseada na aceitação e na autorresponsabilidade.

Do ponto de vista psicanalítico, Freud já apontava para o quanto o eu neurótico é marcado pela fixação no passado e pelo aprisionamento em experiências que não puderam ser elaboradas.

O arrependimento do que não foi feito, muitas vezes, esconde o desejo inconsciente de não ter feito nada mesmo, pois agir implica risco, perda de controle, exposição à falha. É mais confortável viver na fantasia do que poderia ter sido do que encarar o real e suas consequências imprevisíveis.

A filosofia também oferece um olhar pungente. Jean-Paul Sartre, ao falar sobre a liberdade humana, dizia que “estamos condenados a ser livres”, ou seja, a cada escolha, abrimos mão de infinitas outras possibilidades. E é nesse ponto que nasce a angústia: quando o sujeito percebe que, mesmo tendo escolhido, poderia ter feito diferente – mas não fez. E agora é tarde.

Nietzsche, por sua vez, propõe a ideia do “eterno retorno”: viver de tal maneira que você suportaria repetir sua vida infinitamente. Essa perspectiva exige uma reconciliação com o que foi. Não para negar a dor, mas para assumir que, em algum nível, você também escolheu aquilo. E que pode aprender com isso, em vez de se condenar.

Na clínica, quando alguém chega carregando o peso dessa frase — “e se eu tivesse agido diferente?” —, é preciso investigar o que há por trás dessa pergunta:

  • Medo de errar?
  • Crença de que não é merecedor?
  • Vínculo com a culpa como modo de se manter num estado de sofrimento conhecido?
  • Um padrão aprendido de adiar a própria vida?

Essa pergunta, quando não elaborada, vira uma prisão. Uma armadilha que nos impede de acessar a potência daquilo que ainda pode ser vivido. Mas quando olhada com cuidado, pode se tornar uma bússola.

A liberdade de aceitar a própria história

A desconstrução começa quando trocamos o “e se…” por “o que eu posso fazer com isso agora?”. Essa simples mudança de perspectiva desloca o foco da impotência para a ação, da idealização para a realidade.

Reconhecer que agimos com as ferramentas emocionais que tínhamos naquele tempo é um ato de compaixão consigo. Entender que nem tudo depende apenas de nós é um passo rumo à maturidade. E perceber que o passado não define o nosso valor, apenas conta parte da nossa história, é libertador. Porque a vida não se reconstrói no passado, ela se reinventa no presente.

“E se eu tivesse agido diferente?”

Essa é uma das perguntas mais cruéis que alguém pode carregar na alma. Ela surge quando o tempo passou, quando a chance não volta mais, quando a palavra não foi dita, quando a atitude foi adiada, quando o silêncio custou caro, quando o medo venceu o desejo. É um pensamento que corrói por dentro. Porque não é apenas sobre o que não foi feito, mas sobre quem deixamos de ser ao não fazer. Essa pergunta não tem resposta objetiva. Ela habita o campo da hipótese, do talvez, do que nunca aconteceu. E ainda assim, pesa como se tivesse acontecido.

“E se eu tivesse agido diferente?” é o eco da nossa covardia momentânea. Do autoabandono. Da autoproteção excessiva que paralisa. Quantas vezes nos poupamos tanto da dor que acabamos poupando também a chance de experimentar a alegria, o amor, o risco, a transformação? Agir diferente não é garantia de acerto, mas não agir é quase certeza de estagnação. E o tempo, esse senhor impassível, não espera nossas certezas. Ele segue. E com ele, vão as oportunidades que não voltam mais.

Talvez o mais difícil não seja errar. Mas sim se arrepender do que não se teve coragem de tentar. Quem vive só para se proteger do erro, acaba errando por omissão. E a vida não costuma perdoar essa ausência de si. Então, antes que essa pergunta volte a te assombrar… se pergunte:

“E se eu me permitisse viver, mesmo com medo?”

Porque no fim, o verdadeiro risco é não viver.

Viver arrependido do que não se fez é, muitas vezes, sinal de uma vida em que o medo foi mais forte do que o desejo. O arrependimento por não ter tentado, não ter dito, não ter ido, não ter ousado… é um tipo de luto silencioso por uma versão de si mesmo que não chegou a existir. E isso pesa.

Nietzsche dizia que deveríamos viver de tal maneira que pudéssemos desejar reviver nossa vida inúmeras vezes. Mas quem vive arrependido do que não fez carrega uma sensação de tempo perdido, como se tivesse traído a si mesmo. É o que Sartre chamaria de má-fé: quando nos esquivamos da liberdade de escolher e, com isso, fugimos da responsabilidade sobre quem nos tornamos.

Essas pessoas geralmente não se arrependem do erro em si, mas da ausência de experiência. Porque, no fim, os erros nos transformam. Mas o que não foi vivido nos aprisiona. A falta de ação mantém a fantasia intacta – e é justamente essa fantasia que se torna o fantasma que as persegue.

Viver arrependido do que não se fez pode ser um convite tardio, mas poderoso, à reconstrução. Se o passado não pode ser alterado, o presente pode ser reorientado. A pergunta que se impõe é: quanto da sua vida ainda está sendo adiada por medo, por conformismo ou pela ilusão de controle?

Arrependimentos são inevitáveis. Mas viver neles é opcional. O que define o futuro é o que você faz com os pedaços que sobraram do que você não viveu.

 

Referências Bibliográficas:

BECK, Aaron T.; RUSH, A. John; SHAW, Brian F.; EMERY, Gary. Terapia cognitiva da depressão. Porto Alegre: Artmed, 1997.

FREEMAN, Arthur; DEWOLF, Rose. As 10 bobagens que as pessoas inteligentes fazem e como evitá-las: mudanças de comportamento para uma vida mais feliz. São Paulo: Cultrix, 2003.

FREUD, Sigmund. O Eu e o Id (1923). In: FREUD, Sigmund. Obras completas. Volume 16. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

NIETZSCHE, Friedrich. A Gaia Ciência. Tradução: Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

SARTRE, Jean-Paul. O ser e o nada: ensaio de ontologia fenomenológica. Tradução: Paulo Perdigão. Petrópolis: Vozes, 1997.